Marcel Giró


  • Marcel Giró. Auto-retrato, c.1945
  • Marcel Giró. c. 1945
  • Marcel Giró. Badalona,1924
  • Marcel Giró i un company en una competició d'esqui. La Molina, c.1930
  • Marcel Giró (a baix, al centre) amb membres de Centre Excursionista de Badalona, rescatant la biblioteca de la Cartoxa de Montalegre, a l'inici de la Guerra Civil. Badalona, 1936
  • Amb l'uniforme de l'exèrcit republicà. 1936
  • Marcel Giró. c. 1940
  • Amb Palmira Puig. Colòmbia c. 1942
  • Bolivia, 1946
  • Brasil, c.1948
  • São Paulo, c.1950
  • Brasil, c. 1950
  • Amb Palmira Puig. Brasil, c.1955
  • Amb Eití Kato, soci d'Estúdio Giró. São Paulo, c.1960
  • Amb Palmira Puig. São Paulo, c.1965
  • Staff de l'Estudio Giró. Marcel Giró i Palmira a la dreta. A dalt a l'esquerra J.R. Duran. São Paulo, 1973
  • São Paulo, c.1975
  • Barcelona, c. 1985
  • Patagònia, Xile. c.1990
  • Llafranc, Girona. c. 2004. (Foto: Toni Ricart)

Biografia

Marcel Giró (1913-2011)

Marcel Giró nasceu em Badalona, em 20 de outubro de 1913, filho de um industrial do ramo têxtil. Era o segundo de seis irmãos.
Estudou na Escola Nacional de Badalona e, mais tarde, na Escola Industrial de Terrassa, ao mesmo tempo em que trabalhava na fábrica da família. Desde muito jovem, já apreciava o montanhismo e a fotografia.

No início da Guerra Civil espanhola, alista-se como voluntário no “Regiment Pirinenc”, sob comando do Governo da Generalitat da Catalunha. Em 1937, decepcionado pelos constantes confrontos entre as diferentes facções que lutam contra Franco, decide exilar-se.
Atravessa os Pirineus a pé, até a França, onde vive por quase dois anos fazendo todo tipo de trabalhos. Finalmente, em 1940 pôde viajar até a Colômbia com dois colegas catalães, onde montaram um pequeno negócio têxtil.

Casou-se com a catalã Palmira Puig e mudaram-se para o Brasil, onde passaram a residir. 
No Brasil, Giró retomou seu amor pela fotografia e acabou dedicando-se profissionalmente a esta atividade. Em 1953, abriu o seu próprio estúdio em São Paulo, chamado de Estúdio Giró. 

Marcel Giró  tornou-se um dos principais fotógrafos do pais, membro destacado do que se conheceu como Escola Paulista. Este movimento artístico, pioneiro da fotografia modernista no Brasil, nasceu em torno do Foto Cine Clube Bandeirante, nos anos 1950, com fotógrafos como José Yalenti, Thomaz Farkas, Benedito Junqueira Duarte, Gertrudes Altschul, Eduardo Salvatore, Chico Albuquerque, Geraldo de Barros, Rubens Teixeira Scavone, Ademar Manarini, Willian Brigato, Emil Issa, German Lorca, Moacir Moreira, Alfio Trovato e Gaspar Gasparian entre outros.

Marcel expôs as suas obras por todo o Brasil e ao redor do mundo. Uma das suas fotografias,Luz e Força, foi selecionada para a exposição Photography in the Fine Arts (New York, 1968) e faz parte da coleção do Metropolitan Museum de Nova Iorque. Atualmente, existem obras de Giró no Museu de Arte de São Paulo (MASP)no MoMA, em Nova Iorque e em numerosas colecções privadas em todo o mundo.

Giró também foi um pioneiro da fotografia publicitária no Brasil. Em seu estúdio trabalharam jovens assistentes que depois seriam grandes fotógrafos, mundialmente reconhecidos, como J.R. Duran e  Marcio Scavone.

Após a morte de sua esposa, em 1978, Marcel deixou a fotografia profissional e a fotografia artística. Vendeu seu estúdio e voltou à Catalunha. 

Durante os anos 80 e 90 dedicou-se a viajar com a sua companheira, Paquita Raigal, e começou a pintar, com um critério muito próximo ao das suas fotografas dos 50.

Morreu em Mirasol (Barcelona), em 24 de agosto de 2011, aos 98 anos.